Apresentada em Atenas em 458 a.C., a trilogia Oresteia (Agamémnon, Coéforas e Euménides) é feita de três etapas de uma mesma história que, em sequência cronológica, narram o assassínio de Agamémnon, rei de Argos, pela sua mulher Climnestra; o assassínio desta pelo filho vingador do pai, Orestes; e, finalmente, a expiação de Orestes pela morte da mãe, mau grado a proteção dos deuses e a sua absolvição pelo tribunal de Atenas.
O tema da justiça que tarda mas se cumpre, mesmo se na penumbra interior da consciência de cada homem, eis do que fala o Coro das Coéforas na reflexão central desta trilogia de Ésquilo - dramaturgo de superlativa grandeza, cujas tragédias consagrou ao Tempo.
Estabelecendo uma ponte com a atual Europa decadente de valores morais, Rui Madeira encena a Oresteia como parábola da «família [europeia] desavinda», que «tem de libertar-se e acabar de vez com os velhos deuses», sendo certo que «esta guerra é para ser ganha pelo Coro de cidadãos de Atenas». Actor e encenador, é Diretor artístico da Companhia de Teatro de Braga, estrutura teatral de que foi um dos fundadores.
ORESTEIA
Teatro Aveirense (Aveiro)
Sex, 3 Maio | 1.ª parte | Agamémnon
Sáb, 4 Maio | 2.ª e 3ª parte | Coéforas e Euménides
M/12 | 10€ 2 dias ou 6€ por dia ( Preço Especial Estudantes)