Nova data: agosto 2023

Jornada Mundial da Juventude

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08/05/2020
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A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que vai decorrer em Lisboa foi adiada para agosto de 2023, por causa da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

O diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, justifica a decisão com a “atual situação sanitária e as suas consequências sobre a deslocação e a aglomeração de jovens e famílias”.

A decisão foi tomada pelo Papa com o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé), abrangendo ainda o adiamento da Jornada Mundial da Família, que vai decorrer em Roma, no mês de junho de 2022.

Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o Comité Organizador Local (COL) da JMJ de Lisboa justifica a mudança com “as atuais circunstâncias de saúde pública, as consequências económicas que daí advêm e, sobretudo, a necessidade de concentrar esforços e recursos no apoio aos mais fragilizados”.

O COL sublinha que acolhe esta decisão “com naturalidade e confiança, partilhando com o Santo Padre o apelo a que, no atual contexto e nos próximos tempos, o foco da atenção de todos esteja no cuidado dos mais vulneráveis, das famílias e de todos os que, pelos mais diversos motivos, sofrem com os efeitos da pandemia causada pela Covid-19”.

“O COL e as equipas de trabalho já constituídas estão entusiasmados com a perspetiva de preparar da melhor forma a JMJ em Portugal, na certeza de que o evento trará à capital portuguesa a esperança e a alegria dos jovens de todo o mundo”, acrescenta a nota oficial dos responsáveis católicos.

A 5 de abril, Domingo de Ramos, Francisco marcou encontro com os jovens para 22 de novembro, dia em que via entregar a uma delegação nacional os símbolos da JMJ.

“O meu pensamento vai para os jovens de todo o mundo que vivem, de maneira inédita, a nível diocesano, a Jornada Mundial da Juventude neste domingo. Estava prevista para hoje a passagem da Cruz, dos jovens do Panamá aos de Lisboa: este gesto tão sugestivo foi adiado para o domingo de Cristo Rei, a 22 de novembro”, disse o Papa.

A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, símbolos da JMJ, foram entregues pelo Papa João Paulo II aos jovens em abril de 1984 e marcaram o início de uma peregrinação da juventude de todo o mundo; antes da edição internacional de 2023, irão passar por todas as dioceses portuguesas e vários países lusófonos.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. Américo Aguiar disse que a preparação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Portugal está em “hibernação” porque o “a urgência e o foco” é o combate à pandemia de Covid-19.

“A urgência e o foco é pandemia. E temos de ter consciência disso, todos. A urgência a que somos chamados como povo, como humanidade, como Igreja, como Nação, é tratarmos da questão da pandemia. Tudo o resto passou para segundo lugar. Mas não precisamos de desligar, vamos entrar em hibernação”, referiu.

A JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano) no Domingo de Ramos (ou em data a definida por cada diocese), alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

Mais informações em www.patriarcado-lisboa.pt

“A próxima Jornada Mundial da Juventude vai decorrer em Portugal”.


Foram estas as palavras do cardeal Kevin Farrell (prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida da Santa Sé) que arrancaram uma salva de palmas das centenas de milhares de participantes na Missa conclusiva da JMJ 2019, na Cidade do Panamá.


O anúncio foi acompanhado, no campo São João Paulo II, por uma delegação do Patriarcado de Lisboa, presidida por D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa; pelo presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa; e pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.


As JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE (JMJ) nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude. Inicialmente agendadas para 2022, foram entretanto adiadas para agosto de 2023, por causa da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano) no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

Após o anúncio do Papa, foi apresentado um vídeo de boas-vindas, com intervenções do presidente da República Portuguesa, do primeiro-ministro, do presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do cardeal-patriarca,

“Sejam bem-vindos a Portugal, jovens de todo o mundo”, diz Marcelo Rebelo de Sousa.

Já António Costa destaca que “há séculos que Portugal constrói pontes de amizade entre povos e entre culturas”.
“Gostamos de receber quem nos visita, gostamos de acolher quem quer viver entre nós. Sejam-bem-vindos a Portugal”, acrescenta o líder do executivo.

Numa sequência de imagens com jovens a passear e conviver em locais emblemáticos de Lisboa, Fernando Medina fala numa “cidade alegre e vibrante”.
“Vamos receber-vos a todos com grande alegria. Bem-vindos a Lisboa”, declara o autarca.

D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca e presidente da conferência Episcopal Portuguesa, encerra o vídeo com um convite:
“Estaremos juntos em Lisboa, com o Papa Francisco, celebrando a fé e enviando ao mundo uma mensagem de paz”.